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Dia de Campo destaca cuidados na cultura do feijão e silagem de milho

Dia de Campo destaca cuidados na cultura do feijão e silagem de milho

A Emater, por meio do Projeto Centro-Sul Feijão-Milho, organizou no dia 30 de janeiro, um dia de campo voltado à cultura do feijão e produção de silagem de milho, em uma propriedade rural na Comunidade Santa Marta, em Candói. O evento teve apoio da Prefeitura Municipal de Candói, Syngenta e Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR).

“A Emater busca por meio desse projeto auxiliar o pequeno agricultor para ter uma boa renda, desde a implantação da cultura do feijão e do milho, principalmente, para uso de silagem para os animais. E auxilia também no manejo destas culturas, para que eles tenham boa produtividade”, detalhou o engenheiro agrônomo da Emater, Hilário Milanesi.

Confira o resumo das palestras:

Manejo de pragas, doenças e invasoras na cultura do feijoeiro

Thiago R. Canto – engenheiro agrônomo da Syngenta

“A Syngenta tem um portfólio completo para controlar inseto no pré-plantio, desenvolvimento da cultura e herbicidas para controle de daninha e dessecação de feijão, que é uma prática que não é abordada hoje com abrangência total no estado, mas a Syngenta tem produto e ferramenta para trabalhar. Aqui na região, nós temos um grave problema com a doença antracnose, que acomete o feijão e a Syngenta tem produtos de qualidade para controlá-la. Dentro do projeto Centro-Sul Feijão-Milho da Emater, os produtores recebem um kit da Syngenta para trabalhar dentro de um hectare. Por isso, é importante que esses produtores que participam do projeto saibam detalhes dos produtos, como aplicar a dose correta e o momento correto da aplicação e o que o produto pode agregar para a cultura e para o produtor. Procuramos trabalhar isso dentro da consciência sustentável, com o sentido de que esses produtos devem ser aplicados somente quando necessário”.

 

Cultivares de Feijão – IAPAR

Eloir Myszka – técnico agrícola IDR-IAPAR

“Para o projeto Centro-Sul Feijão-Milho da Emater vieram três cultivares desenvolvidas pelo IAPAR, dois do grupo carioca e um do grupo preto. Do carioca veio o IPR Campos Gerais, que é de ciclo normal tipo 2, em média, 80 dias, ele produz. Ele veio para a região por ser altamente produtivo, com produtividade de quase 4 mil kg/hectare. E é um material que tem ampla adaptação, se adapta em diversas condições de clima. Hoje se formos fazer uma pesquisa a nível de mercado, se ele não é o mais plantado, é o segundo mais plantado do Brasil. Além disso, ele é moderadamente resistente às principais doenças, como antracnose e mancha angular. E outra característica importante é que ele se adapta bem a solos ácidos. O outro do grupo carioca é o IPR Curió, que é de ciclo precoce. Ele foi lançado em 2011, com ciclo de, em média, 70 dias. Feijões de ciclo precoce dependem de maior cuidado, como uma adubação melhor. Ele não é uma variedade de alta produtividade pelo ciclo curto, mas já é adaptado para colheita mecânica, pois é robusto e fica em pé. Uma das caraterísticas do manejo que a gente recomenda é que se coloque mais sementes por metro, pode ser até 15. O do grupo preto é o Uirapuru. Este feijão já está há quase 20 anos sendo plantado no Brasil. Ele tem uma adaptação enorme e é plantado desde o Rio Grande do Sul até Goiás. A vantagem dele é que é o melhor feijão em termos de panela, com uma qualidade culinária muito boa. As desvantagens são que  não é muito resistente a doenças e não é o melhor em termos de produtividade. Inclusive, precisa receber atenção com a doença de murcha curto bactéria, que mata o pé todo da planta e se manifesta, principalmente, em períodos de estiagem. Mas tem porte muito bom para colheita mecânica”.

Como reduzir as perdas e melhorar a qualidade da silagem de milho

Mateus Poczynek – médico veterinário Emater

“A boa silagem começa desde o plantio do milho, sendo que é importante a adubação no momento do plantio, adubação de cobertura focando o aspecto de nutrição de planta, de colocar no solo uma quantidade de nutrientes que vai ser suficiente para a planta produzir aquilo que a gente almeja nos teores de produtividade. Partindo disso, uma lavoura bem estabelecida, a ponto de colheita, a gente já vai para os passos para o momento de ensilagem. Começamos com 100% do potencial da lavoura, mas a cada ação incorreta, vamos perdendo o potencial dessa lavoura. Um dos pontos fortes que a gente bate com o produtor é a questão do momento ideal para a colheita. Então muitas vezes acaba-se adiantando o ponte de corte, o que vai fazer com o que o produtor perca e deixe de produzir o principal elemento de uma silagem, que é o grão. Hoje uma lavoura de milho em que o produtor adianta o corte em cinco dias, ele vai estar perdendo, no mínimo, 25 sacas de milho. Temos dados de pesquisas que a cada dia que adiantamos o corte para a silagem, a gente perde, no mínimo cinco sacas por hectare. Além de colher menos grãos, poderá se ter uma silagem muito úmida, onde vai ter um processo fermentativo que não é o ideal. Tendo uma lavoura no ponto de colheita, o próximo passo é a regulagem de máquina, afiação das facas e ajuste de contrafaca. Os demais cuidados são a qualidade da compactação, usar o trator pesado para compactar, uma boa lona pra vedação, higiene no processo de vedação e enchimento do silo. Vedação do silo o quanto antes, se possível, no mesmo dia, no máximo em dois. E depois cuidados na retirada da silagem, para que não ocorram perdas em excesso. Muito dos problemas são provenientes de silos fundos e grandes. É importante também ter uma quantia de corte ajustada, para ter uma silagem boa e não perder esse material que já está pronto no silo”.

 

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