Sistema FAEP/SENAR
A CASA DO PRODUTOR RURAL NA CIDADE

Revista

Nutrição de plantas

Muito além da adubação

Como o manejo nutricional inteligente tem auxiliado no atingimento de novos patamares de produtividade pelo Brasil

Muito além da adubação

DIAGNOSE PRÉVIA – ANÁLISE DE SOLO

A análise físico-química estratificada do solo continua sendo a principal ferramenta para indicar quanto o solo pode fornecer de nutrientes para as plantas, sendo esta feita por meio da coleta de amostras de solo que normalmente representarão extensas áreas.

Mesmo considerando uma boa amostragem, a análise química convencional possui algumas limitações de uso, pois a metodologia tradicional para avaliação da disponibilidade dos nutrientes no solo consiste em adicionar à amostra de solo uma solução extratora (Ex.: Mehlich, Resina, KCl, HCl, Ca (H2PO4)2), determinando-se posteriormente o teor dos nutrientes nesta solução. Como as plantas extraem os nutrientes da solução do solo, o método tradicional de analisepode diferir consideravelmente da real disponibilidade de nutrientes para as culturas.

Visando mitigar potenciais erros de diagnose,uma opção a ser considerada é realizar também a análise da solução do solo. Ao trabalhar com estas duas análises de solo, tem-se maior assertividade em indicar quanto o solo pode fornecer de nutrientes para as plantas

DIAGNOSE DE VERIFICAÇÃO – ANÁLISE DE TECIDO FOLIAR

Existem diversos métodos de avaliar o estado nutricional das plantas, sendo os principais a diagnose visual e a diagnose foliar, embora existam outros como os testes de tecidos, testes bioquímicos, aplicações foliares, teor de clorofila (FAQUIM, 2002).

Para o estabelecimento de um adequado nível de nutrição para as plantas, é necessário compreender os padrões normais de acúmulo de nutrientes na fitomassa seca (Figura 01). No entanto, a quantidade e a proporção de nutrientes acumulados são funções das características das plantas e dos fatores externos que influenciam esse processo. Os nutrientes extraídos do solo e acumulados pelas plantas variam de acordo com cultivar, com manejo do solo, o ciclo da cultura e insumos disponíveis para o desenvolvimento de plantas BENETT et al., 2013).

Os resultados de análises químicas do tecido vegetal podem ser interpretados por diversos métodos, sobressaindo-se os métodos univariados, como o teor crítico (TC) e a faixa de suficiência (FS), bivariados, como o sistema integrado de diagnose e recomendação (DRIS), e o multivariado, como a diagnose da composição nutricional (CND) (MELO et al., 2016). A correta interpretação de resultados de análises foliares proporciona informações que favorecem o uso racional de insumos, evita desperdício, melhora o equilíbrio nutricional das plantas e, consequentemente, proporciona aumento da produtividade. Portanto, preconiza-se a utilização de métodos que disponibilizem subsídios para um diagnóstico nutricional eficiente e prático, a partir de resultados analíticos das folhas de uma planta ou lavoura (PARTELLI et al., 2005).

 

FERRAMENTAS DE MONITORAMENTO NUTRICIONAL

Atualmente já existem ferramentas que utilizam da diagnose prévia e de verificação descritas acima de forma inteligente, levando em conta a disponibilidade precisa de nutrientes no solo e nos tecidos das plantas para elaborar uma recomendação racional de manejo de nutrição. O Programa Agronômico de Monitoramento Nutricional (PAMNutri®, Figura 02)é uma ferramenta inovadora, que além da diagnose precisa, conta com a mais extensa base de dados sobre a demanda nutricional das principais culturas: através de mais de 10 anos de pesquisas foram conduzidas centenas de experimentos, que permitiram construir a marcha de absorção, com a demanda precisa de cada nutriente em cada fase do desenvolvimento da cultura, nas principais regiões produtoras do Brasil.

O PAMnutri utiliza modelagem matemática avançada para construir a recomendação do que a cultura realmente precisa, com base na disponibilidade real de nutrientes no solo, as inter-relações entre os elementos, a necessidade da cultura naquelas condições e, não menos importante, a ambição de produtividade do agricultor.

 

 

 

 

Veja também

Revista do Produtor Rural ed 113

Revista do Produtor Rural ed 113

Revista do Produtor Rural ed 112

Revista do Produtor Rural ed 112

Revista do Produtor Rural ed 111

Revista do Produtor Rural ed 111

Revista do Produtor Rural ed 110

Revista do Produtor Rural ed 110

Revista Visual ed. 109

Revista Visual ed. 109

Revista do Produtor Rural ed 108

Revista do Produtor Rural ed 108

← Voltar para Revista