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Unicentro Rural divulga pesquisas da Fazenda Escola

Unicentro Rural divulga pesquisas da Fazenda Escola

A Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) conta há três anos com a Fazenda Escola, um espaço de aproximadamente 30 hectares, que pertence ao Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e foi cedido à universidade. O local permite que acadêmicos dos cursos de Engenharia Agronômica e Medicina Veterinária coloquem suas pesquisas em prática no campo.

Com o objetivo de divulgar parte dos projetos desenvolvidos por alunos e professores dos dois departamentos, no dia 20 de março foi realizado o 2º Unicentro Rural, no campus Cedeteg da universidade.

Segundo o professor do departamento de Agronomia, Marcelo Mendes, organizador do Unicentro Rural, o evento é extensionista e visa a integração da comunidade acadêmica e externa. “Hoje a Fazenda Escola tem 11 planos de atividade em diferentes áreas. Queremos difundir estes trabalhos, mostrando o que está sendo gerado por meio de iniciação científica, dissertações e teses, que podem contribuir para a comunidade de um modo geral. Com este evento, mostramos que a Fazenda Escola está atuante, desenvolvendo várias linhas de pesquisas”.

Foram abordados os seguintes temas durante o evento: cultura do girassol, manejo de doenças na cultura do milho, fitotecnia, plantas daninhas, manejo do solo, mecanização e ovinocultura.

Manejo do solo e mecanização

Jhonatan Spliethoff, doutorando da instituição, apresentou durante o Unicentro Rural sua pesquisa na área de manejo de solo e mecanização, abordando a compactação do solo e medidas para solucionar este problema. “Selecionamos três práticas de escarificação: mecânica com uso de hastes com escarificadores, a escarificação biológica, com uso de adubos verdes (nabo, aveia preta e outras plantas de coberturas) e também a utilização de hastes sucadoras ou disco duplo na semeadora”.

Segundo Spliethoff, os resultados foram que cada técnica contribui de alguma maneira para melhora na qualidade física do solo. “A escarificação é uma prática boa, porém imediatista. Resolve os efeitos de compactação, mas os resultados são limitados, pois é para um período curto de tempo. Se o produtor não tiver um manejo adequado depois de aplicar a técnica, o solo vai compactar novamente. O tempo seria de 16 meses, segundo a nossa pesquisa”.

 Em relação à haste sucadora, o doutorando explica que o implemento tem um efeito benéfico no solo, porém apresenta problema na plantabilidade. “Observamos um stand desuniforme em função do embuchamento, excesso de palha e quando a gente utilizou o suco duplo não encontramos esse problema de plantabilidade. Então a resposta de produtividade foi muito maior quando utilizamos o suco duplo”.

Já em relação à plantas de cobertura, Spliethoff afirma que em sua pesquisa tanto o nabo, quanto a aveia preta apresentaram efeitos benéficos na qualidade física do solo. “O nabo mostrou um excelente potencial, chegando a valores muito próximos do escarificador e a aveia preta se mostrou uma boa opção para escarificar e agregar ao solo”.

 

Manejo de híbridos de milho

Na área de manejo de híbridos de milho, a doutoranda Kathia Szeuczuk de Oliveira e o acadêmico de Engenharia Agronômica, João Vitor Finoketi, bolsista de Iniciação Científica, apresentaram os trabalhos realizados na Fazesc.

“O objetivo da pesquisa foi enfatizar a importância de ter uma diversidade de escolhas com diversos híbridos e fazer o manejo correto, tanto com fertilidade quanto, principalmente, com o manejo das doenças que vão estar diretamente relacionados à produtividade final”, explicou Kathia.

Finoketi complementou que o trabalho mostra qual híbrido foi melhor, qual tratamento e como esse manejo correto influencia na severidade de doença. “Escolhemos três híbridos, três tratamentos e uma testemunha e colocamos a campo para ver que há sim diferença na escolha do híbrido, bem como na redução de severidade de doença proporcionada pelo uso de fungicidas”.

Para ele, enquanto acadêmico e futuro profissional, é imporante que a universidade tenha a Fazenda Escola e realize eventos como o Unicentro Rural.  “Mostramos que há realmente efetividade nesses tratamentos e associações dentro do desenvolvimento da planta e da sua produção. A gente traz para o produtor ou o filho do produtor que está na universidade, mostrando na prática - e não só na teoria, como é feito dentro de sala de aula”, finalizou.

Convênio

Durante o Unicentro Rural, também foi firmado um convênio entre a Unicentro e a empresa NB Máquinas. A assinatura vai permitir o desenvolvimento do projeto “Cooperação técnica quanto ao uso de equipamentos da marca JF em atividades de Agricultura e Pecuária”. Para isso, oito equipamentos agrícolas foram cedidos à universidade pelo período de 24 meses e poderão ser utilizados nas áreas experimentais da Fazenda Escola e do campus Cedeteg.

 

 

 

 

 

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